Novo equipamento da Polícia Científica do Paraná identifica drogas, medicamentos e bebidas adulteradas

Com a aquisição do espectrômetro de Ressonância Magnética Nuclear, a PCIPR se torna a primeira Polícia Científica estadual do Brasil a utilizar es...

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Por: Notícias Fonte: Secom Paraná
06/11/2026 às 16h49
Novo equipamento da Polícia Científica do Paraná identifica drogas, medicamentos e bebidas adulteradas
Foto: Polícia Científica

A identificação de drogas, medicamentos e produtos falsificados ou adulterados, como vinhos, azeites e bebidas alcoólicas está entre as aplicações de um novo equipamento instalado na Seção de Química Forense da Polícia Científica do Paraná (PCIPR). Com a aquisição do espectrômetro de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), a instituição se torna a primeira Polícia Científica estadual do Brasil a utilizar essa tecnologia. Até então, no âmbito da perícia oficial brasileira, o equipamento era usado apenas pela Polícia Federal.

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O modelo Bruker Fourier 80 utiliza a técnica de Ressonância Magnética Nuclear para fornecer informações sobre a estrutura molecular das substâncias. Os dados auxiliam na identificação e na caracterização de compostos químicos, complementando os resultados obtidos por outros métodos instrumentais utilizados nos laboratórios.

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Entre as aplicações estão a análise de drogas de abuso, a identificação de novas substâncias psicoativas e a caracterização de medicamentos. A tecnologia também permite examinar alimentos e bebidas, contribuindo para identificar diferenças de composição que indiquem falsificações ou adulterações em vinhos, azeites e bebidas alcoólicas.

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De acordo com o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta, a aquisição do equipamento representa um avanço para a ciência forense do Paraná. “Amplia o escopo de exames periciais e oferece novas possibilidades para a identificação e a caracterização de substâncias. Fortalecemos a produção de provas técnico-científicas e ampliamos o suporte aos procedimentos criminais, contribuindo para que as autoridades tenham informações qualificadas para a correta elucidação dos casos”, afirma.

ANÁLISES– O equipamento poderá otimizar determinados procedimentos laboratoriais e oferecer alternativas para exames específicos. Conforme as características das amostras e os métodos implementados, os resultados também poderão orientar a escolha de análises complementares.

De acordo com Gabriela de Moraes Pinto, chefe da Química Forense da PCIPR, o equipamento de RMN contribuirá para identificar substâncias e compreender a estrutura de suas moléculas. “Ele pode ser utilizado na identificação de drogas, medicamentos, solventes e substâncias desconhecidas, além de ajudar na análise de misturas. É uma ferramenta que complementa os equipamentos já existentes no laboratório e amplia nossas possibilidades de investigação, permitindo análises mais completas e resultados mais confiáveis”, explica.

A incorporação da tecnologia à rotina laboratorial depende da implementação e da validação das metodologias e da capacitação dos profissionais, observando os requisitos de qualidade, confiabilidade e rastreabilidade das análises periciais.

Segundo Caroline Da Ros, coordenadora-geral do NAPI Segurança Pública e Ciências Forenses, diretora do Setor de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o aparelho representa um marco para o fortalecimento da ciência forense no Brasil.

“Além de ampliar significativamente as possibilidades de aplicação da Ressonância Magnética Nuclear em análises periciais, a iniciativa demonstra o pioneirismo da Polícia Científica do Paraná e sua visão estratégica de futuro, ao investir em tecnologias inovadoras e em um modelo de atuação colaborativa”, afirma.

Caroline acrescenta que o potencial de integração do equipamento a uma rede nacional de RMN permite o compartilhamento de competências, a complementaridade das capacidades analíticas e a construção de respostas mais robustas e qualificadas aos desafios da perícia criminal. “É uma conquista que vai muito além da aquisição de um equipamento: é um avanço na consolidação de uma ciência forense moderna, integrada e conectada aos melhores padrões internacionais”, diz.

INVESTIMENTO– A aquisição do Bruker Fourier 80 custou aproximadamente R$ 2 milhões, com recursos integralmente repassados pela Loteria do Estado do Paraná (Lotopar).

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